Não te quero na minha mente
Tento não pensar mas estás presente
Tento esquecer mas estou doente
Porque penso em ti intensamente
És um passado que está presente
És uma saudade pois estás ausente
E eu não tenho força que me sustente
Estou a sofrer constantemente
Tento lutar mas não consigo
Em ti pensar é um perigo
Tento fugir,achar abrigo
Mas és mais forte,mexes comigo
Tento andar mas estou perdido
Quero parar nas não consigo
Pra mim lembrar é um castigo
Daquilo que foste comigo
E não encontro solução
Apenas te encontro a ti
A dor por mim tem atração
Agora que não estás aqui
Da minha cabeça tu não sais
Do meu coração não restou nada
Eu pergunto quando é que vais
Deixar de me dar pancada
E o que restam são as memórias
De tudo aquilo que se passou
E a tristeza de não viver as histórias
Do que um dia um "nós" sonhou
Sinto muito a nossa falta
Mas sinto muito mais a minha
Hoje sinto a dor em alta
Na minha alma bem sozinha
Esta dor não sai de mim
Já nem sei quem sou agora
As lágrimas caem sem ter fim
Porque é que não te vais embora?
Será que te lembras como eu lembro?
Ou esqueceste o que eu não esqueço?
Perder-te foi pior que perder um membro
Mas será que eu mereço?
Quanto mais penso mais enfraqueço
Quanto mais lembro mais dor eu tenho
Eu bem tento mas não esqueço
Isto não se apaga como um desenho
Talvez tenhas escrito a lápis
O que eu escrevi a marcador
Quando acabou pra ti foi grátis
Mas o meu preço é devastador
E eu não aguento mais a dor
Eu já só quero sair daqui
Fiquei marcado a marcador
Fiquei agarrado a ti
E esta mente é traiçoeira
Não te deixa ir embora
Pois a lembrança é verdadeira
Daquilo que fomos outrora
Pouca força já me sobra
Mas eu tenho de aguentar
Com o veneno desta cobra
Que só de ti me faz lembrar
domingo, 8 de novembro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
Temporal Interior
Começou um temporal
Na minha frágil mente
Em grave estado emocional
Não há força que aguente
Mesmo que esteja a chorar
É mais forte do que eu
Mesmo querendo lutar
Sei que a minha dor venceu
A chuva cai, torrencial
Corre no meu frágil rosto
A cabeça bate mal
À procura de um encosto
Voltas e voltas sobre mim
À procura de respostas
Acabo por pensar enfim
A felicidade virou-me as costas
A vida não veio com mapa
E por isso anda perdido
A minha cabeça não escapa
E o meu coração está ferido
Nesta floresta de emoções
Eu procuro uma abertura
Vou aprendendo as lições
Desta vida que é bem dura
E pra mim procuro a cura
Sou demasiado complicado
É demasiada a minha loucura
Não consigo deixar de lado
Não consigo não pensar
Não consigo não sentir
A dor insiste em magoar
E eu insisto em fingir
E ao ver o meu reflexo
Só consigo ver a dor
De ser um ser tão complexo
Com um sorriso enganador
Não consigo gostar de mim
À semelhança de quem me encara
Gostava de não ser assim
De não ter uma ferida que não sara
Uma ferida ou um milhão
Sinto todas, sinto uma
Não aguenta meu coração
A dor transporta como espuma
Uma espuma que me trespassa
Uma espuma que me corrói
A minha força que me fracassa
A minha alma que me dói
E em cada canto meu
Existe um pedaço teu
Que transporta consigo a dor
De ter perdido o teu amor
E em cada espaço que eu ocupo
Existe um corredor de indecisão
E cada vez que me preocupo
Vai-se abaixo meu coração
Sou feito de medo e insegurança
Sou do mais frágil que existe
Há muito que perdi a esperança
Há muito que vivo triste
E quando me sinto sozinho
E vejo o mundo a desabar
Fecho me ainda mais um pouquinho
Não me consigo controlar
Fico à procura de uma mão
Que me procure pra me salvar
Choro tanto com a pressão
Não consigo aguentar
Sou apenas um bicho feio
Que não consegue ser feliz
Sou apenas um grande enleio
De problemas que ninguém quis
E quando sinto, a dor é forte
Porque está gravada em mim
E quando sinto, é mais um corte
Que a vida me faz enfim
E em cada lágrima tento
Que a dor se vá embora
Mas sou fraco, não aguento
Morro mais a cada hora
O tempo passa
E a dor não
A saudade abraça
O meu coração
Nunca acalma o temporal
Continuo sempre uma confusão
Digo estar bem mesmo estando mal
Será que tenho solução?
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Confusão
Vida, dás mais do que aguento
A minha existência só lamento
Pois é só mais um tormento
Para teu divertimento
Vejo a dor a cem por cento
Coração, ai! Eu rebento
Tanto, Tanto sofrimento
Que nem o leva o vento
Leva-o pra longe daqui
Ai porque é que eu nasci?
Porque é que estou aqui?
Ainda não percebi
Passo a passo o fracasso
Do que ainda está pra vir
As cartas da vida eu passo
Olha o que me foi sair
A tristeza à minha espera
Em cada esquina da vida
A felicidade já era
Já está longe, bem perdida
E eu tento e não consigo
Ser aquilo que precisam
Tento, tento ser amigo
Minhas ações inutilizam
Qualquer esforço que eu faça
Para a vida nunca chega
Vem e vem, só traz trapaça
Vida, vida sua pega
E a cabeça está aqui
Mas a mente noutro lado
Coração perdi em ti
Não sobrou nenhum trocado
E a cabeça anda à volta
De pensar e só pensar
Dentro de mim Há a revolta
Só consigo é chorar
E em lágrimas me resumo
Palavras nem chegam perto
Sou inútil, eu assumo
Sou um turbilhão incerto
Turbilhão de pensamentos
Turbilhão de sensações
Turbilhão de sofrimentos
Turbilhão de emoções
Sou a confusão confusa
De tanto se confundir
Sou a mente reclusa
Não há modo de fugir
Quanto mais penso
Menos faz sentido
Este abismo imenso
Por onde ando perdido
O sofrimento é a minha droga
É aquilo que me descontrola
É aquilo que me afoga
É aquilo que me rebola
É a razão de ser assim
É a plasticina do meu ser
Difícil é gostar de mim
Pois sou difícil de entender
A minha mente passa me a ferro
Espalha em mim o sofrimento
A cada pensamento só me enterro
Só torno o mundo mais cinzento
Tanta pergunta sem resposta
Tanta resposta sem pergunta
Quando a dor a mim se encosta
Não sai mais, a mim se junta
Esperança já não a tenho
Porque a vida o ditou
Agora lágrimas retenho
E ninguém desconfiou
Será mais uma lição?
Que me impede de estar bem
Foda-se, olha o coração
Quero a festa, lição cem
Da duzentos, da trezentos
De todas as que já passaram
Por todos os maus momentos
Que já me atormentaram
Até já acho que mereço
Tudo o que eu passo em mim
Estou a pagar o preço
De ter nascido assim
E quando olho no espelho
Olho e vejo o que mais odeio
À cabeça vem um conselho
Por favor deixa de ser feio
A dor é uma constante
E eu gostava que não fosse
Gostava de ter um instante
Sem ter a corda ao pescoço
A apertar e a contorcer
A matar e entristecer
A essência do meu ser
Juro, ás vezes só querer morrer
Pelos corredores da minha alma
Onde os pensamentos vagueiam
Quando choro encontro a calma
Enquanto os sentimentos esperneiam
Enquanto a dor corre em mim
E as lágrimas no rosto
Parecem não ter fim
Nem tem fim o meu desgosto
Até no vazio sinto a dor
Onde antes felicidade havia
Quem me fodeu foi o amor
Olha, quem diria?
Há alturas em que esvazio
Há alturas em que transbordo
Há alturas em que sou rio
Há alturas “fora de bordo”
Às vezes sinto me sozinho
Mas na verdade não estou
Penso enquanto caminho
Naquilo que me magoou
O sentimento não acaba
Mas acaba comigo
A minha mente não trava
Vai de encontro ao perigo
E eu só procuro por mim
Mas só encontro é memórias
Lágrimas caem assim
Pensando nessas histórias
Por hoje a história acabou
E nem teve muito nexo
Mas aquilo que eu sou
É muito mais que complexo
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Silêncio,Estou Bem!
E agora eu estou bem
É o que diz o meu sorriso
Mas a verdade é que tou sem
O abraço que eu preciso
Agora eu estou bem
É o que digo frente a frente
Mas a minha mente tem
Um universo diferente
Universo onde vivo
Universo onde sinto
Universo cativo
Se o procuram,eu minto
Minto pra esconder
O meu universo
Minto por saber
Como ele é perverso
Minto com medo
Que vejam a dor
Fraqueza é o meu segredo
Escondo com amor
Porque o meu universo
É um universo de dor
É totalmente o inverso
Da felicidade do amor
É a tristeza dos dias
É a chuva dos olhos
É o conjunto de agonias
Tudo junto,aos molhos
É a vida que passa
É os ciumes que magoam
É a felicidade escassa
As dores não perdoam
E a dor bate forte
E eu finjo que aguento
Mas por dentro a morte
Faz meu dia cinzento
Por fora eu sorrio
Por dentro eu morro
A dor é o navio
Donde eu peço socorro
Socorro bem escondido
No meio do que não digo
Queria que fosse ouvido
Mas sou invisivel,castigo
Sou um terrível perigo
Para todos à minha volta
Sou o meu próprio inimigo
Sou um caos,uma revolta
E eu só queria saber
Como nao ser assim
So queria poder
Ser o melhor de mim
Sozinho acompanhado
Acompanhado sozinho
Aguento,magoado
Seguindo o meu caminho
Sou uma alma carente
Necessito de amor
Sou uma alma diferente
Mudada pela dor
E eu sinto em mim
Toda a tristeza do mundo
Odeio sentir me assim
Sentir me mesmo no fundo
Sentir me sem escapatória
Sem forças pra lutar
Sentir cada memória
A fazer me desabar
A luta nunca para
No universo interior
Descanso é coisa rara
Pra minha mente em dor
E a esperança ja falta
E o sentimento é mais forte
Já sinto a voz alta
Que declara a minha morte
E em tudo eu reparo
E tudo me destroi
A dor é um preço caro
Paga minha mente que doi
Sinto a falta de um toque
Sinto a falta de palavras
Minha dor sempre em estoque
Pensamentos são lavas
Que derretem meu ser
Que me fazem chorar
Não deixam adormecer
Nem parar de pensar
É uma vida terrível
Repleta de problemas
Um sorriso invencível
Para todas as cenas
E estou aqui à espera
Do abraço que nunca chega
De uma palavra sincera
De uma mão que aconchega
E quando sou apanhado
Pela dor que me persegue
Fico com o rosto molhado
Mas ninguém o percebe
So percebem os sorrisos
Por mais falsos que sejam
Nao reparam nos avisos
Que eu quero que vejam
Muitas vezes a dor vence
Muitas vezes perco eu
Muitas vezes eu penso
Porque é que nasci,meu?
E não há remédio
O remédio é sentir
A dor ,meu prédio
Sempre a construir
O que a dor em mim constrói
É porque algo em mim destruiu
O que na minha vida doi
É porque um dia alguém partiu
Eu sinto tudo,eu sinto nada
Qual deles é pior
Vivo uma vida acabada
Sem esperança de melhor
Sinto mais do que posso dizer
E por isso fico por aqui
Mas continuo a sofrer
A dor não sai daqui
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Feridas Abertas
E assim como uma borboleta
Que dum frasco quer escapar
O meu corpo já não aguenta
A dor tem que libertar
E a cada pensamento
Há uma lágrima que cai
E a cada sentimento
O meu corpo grita “Ai!”
E eu já não aguento
Sinto me já sem esperança
E no fundo só lamento
Já não ser nenhuma criança
Porque cresci e aprendi
Com as quedas que fui dando
Com os problemas que sofri
E com o que fui lidando
E fui crescendo assim
E agora sou mais forte
Mas a dor que vive em mim
É todos os dias a minha morte
Porque é que sou assim?
Ao espelho pergunto eu
Não consigo gostar de mim
Nem de nada do que é meu
E só vejo o reflexo
Da dor do meu fracasso
Só vejo o eu complexo
Quando ao espelho passo
Sinto uma dor que não percebo
Só percebo que a sinto
Só queria ter um aconchego
Mas esta dor é um labirinto
A dor cria uma barreira
Entre mim e os demais
Fico perdido, sem maneira
De me aproximar mais
E quem me procura encontra
Apenas uma parede de dor
Apenas uma simples montra
Com um sorriso enganador
Eu não mostro o interior
Porque ser feio já sou por fora
Eu só escondo o horror
Que vivo a toda à hora
E a luta é constante
O sofrimento também
Eu seguro a todo o instante
As lágrimas que guardo bem
Para quando chegar a casa
Poder enfim desabar
Por me debaixo da asa
Que o meu quarto vem dar
Estou seguro dentro de casa
Mas não seguro dentro de mim
Sou um perigo, mente em brasa
Pensamentos não têm fim
E quando a dor sobe a cabeça
E eu me sinto descontrolado
As lágrimas vêm depressa
O meu rosto fica molhado
E quando a dor acumulada
Forma uma bola de neve
Que me atinge do nada
E acredita, não vem leve
E eu só queria ser capaz
De não me sentir assim
Só queria ser um bom rapaz
A esta dor por um fim
Mas eu sei que sou inútil
Um caso já bem perdido
Qualquer esperança já é fútil
Porque o jogo já está vencido
Quem me venceu foi a vida
Foi a minha mente que me mata
Sou apenas alma perdida
Nesta estrada pacata
Aprendi a sofrer
Muitas vezes calado
Aprendi a morrer
Com um sorriso esboçado
Eu só queria saber
Como não ser assim
Só queria fazer
Alguém gostar de mim
E não falta trocado
Para falar desta dor
Nem coração magoado
De sentir tanto Amor
Apenas falta paciência
E interesse do leitor
Para perceber com decência
Esta minha dor
E assim é o fim
Das palavras sentidas
Que escrevi assim
Diretas das minhas feridas
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