quarta-feira, 15 de abril de 2015
Silêncio,Estou Bem!
E agora eu estou bem
É o que diz o meu sorriso
Mas a verdade é que tou sem
O abraço que eu preciso
Agora eu estou bem
É o que digo frente a frente
Mas a minha mente tem
Um universo diferente
Universo onde vivo
Universo onde sinto
Universo cativo
Se o procuram,eu minto
Minto pra esconder
O meu universo
Minto por saber
Como ele é perverso
Minto com medo
Que vejam a dor
Fraqueza é o meu segredo
Escondo com amor
Porque o meu universo
É um universo de dor
É totalmente o inverso
Da felicidade do amor
É a tristeza dos dias
É a chuva dos olhos
É o conjunto de agonias
Tudo junto,aos molhos
É a vida que passa
É os ciumes que magoam
É a felicidade escassa
As dores não perdoam
E a dor bate forte
E eu finjo que aguento
Mas por dentro a morte
Faz meu dia cinzento
Por fora eu sorrio
Por dentro eu morro
A dor é o navio
Donde eu peço socorro
Socorro bem escondido
No meio do que não digo
Queria que fosse ouvido
Mas sou invisivel,castigo
Sou um terrível perigo
Para todos à minha volta
Sou o meu próprio inimigo
Sou um caos,uma revolta
E eu só queria saber
Como nao ser assim
So queria poder
Ser o melhor de mim
Sozinho acompanhado
Acompanhado sozinho
Aguento,magoado
Seguindo o meu caminho
Sou uma alma carente
Necessito de amor
Sou uma alma diferente
Mudada pela dor
E eu sinto em mim
Toda a tristeza do mundo
Odeio sentir me assim
Sentir me mesmo no fundo
Sentir me sem escapatória
Sem forças pra lutar
Sentir cada memória
A fazer me desabar
A luta nunca para
No universo interior
Descanso é coisa rara
Pra minha mente em dor
E a esperança ja falta
E o sentimento é mais forte
Já sinto a voz alta
Que declara a minha morte
E em tudo eu reparo
E tudo me destroi
A dor é um preço caro
Paga minha mente que doi
Sinto a falta de um toque
Sinto a falta de palavras
Minha dor sempre em estoque
Pensamentos são lavas
Que derretem meu ser
Que me fazem chorar
Não deixam adormecer
Nem parar de pensar
É uma vida terrível
Repleta de problemas
Um sorriso invencível
Para todas as cenas
E estou aqui à espera
Do abraço que nunca chega
De uma palavra sincera
De uma mão que aconchega
E quando sou apanhado
Pela dor que me persegue
Fico com o rosto molhado
Mas ninguém o percebe
So percebem os sorrisos
Por mais falsos que sejam
Nao reparam nos avisos
Que eu quero que vejam
Muitas vezes a dor vence
Muitas vezes perco eu
Muitas vezes eu penso
Porque é que nasci,meu?
E não há remédio
O remédio é sentir
A dor ,meu prédio
Sempre a construir
O que a dor em mim constrói
É porque algo em mim destruiu
O que na minha vida doi
É porque um dia alguém partiu
Eu sinto tudo,eu sinto nada
Qual deles é pior
Vivo uma vida acabada
Sem esperança de melhor
Sinto mais do que posso dizer
E por isso fico por aqui
Mas continuo a sofrer
A dor não sai daqui
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Feridas Abertas
E assim como uma borboleta
Que dum frasco quer escapar
O meu corpo já não aguenta
A dor tem que libertar
E a cada pensamento
Há uma lágrima que cai
E a cada sentimento
O meu corpo grita “Ai!”
E eu já não aguento
Sinto me já sem esperança
E no fundo só lamento
Já não ser nenhuma criança
Porque cresci e aprendi
Com as quedas que fui dando
Com os problemas que sofri
E com o que fui lidando
E fui crescendo assim
E agora sou mais forte
Mas a dor que vive em mim
É todos os dias a minha morte
Porque é que sou assim?
Ao espelho pergunto eu
Não consigo gostar de mim
Nem de nada do que é meu
E só vejo o reflexo
Da dor do meu fracasso
Só vejo o eu complexo
Quando ao espelho passo
Sinto uma dor que não percebo
Só percebo que a sinto
Só queria ter um aconchego
Mas esta dor é um labirinto
A dor cria uma barreira
Entre mim e os demais
Fico perdido, sem maneira
De me aproximar mais
E quem me procura encontra
Apenas uma parede de dor
Apenas uma simples montra
Com um sorriso enganador
Eu não mostro o interior
Porque ser feio já sou por fora
Eu só escondo o horror
Que vivo a toda à hora
E a luta é constante
O sofrimento também
Eu seguro a todo o instante
As lágrimas que guardo bem
Para quando chegar a casa
Poder enfim desabar
Por me debaixo da asa
Que o meu quarto vem dar
Estou seguro dentro de casa
Mas não seguro dentro de mim
Sou um perigo, mente em brasa
Pensamentos não têm fim
E quando a dor sobe a cabeça
E eu me sinto descontrolado
As lágrimas vêm depressa
O meu rosto fica molhado
E quando a dor acumulada
Forma uma bola de neve
Que me atinge do nada
E acredita, não vem leve
E eu só queria ser capaz
De não me sentir assim
Só queria ser um bom rapaz
A esta dor por um fim
Mas eu sei que sou inútil
Um caso já bem perdido
Qualquer esperança já é fútil
Porque o jogo já está vencido
Quem me venceu foi a vida
Foi a minha mente que me mata
Sou apenas alma perdida
Nesta estrada pacata
Aprendi a sofrer
Muitas vezes calado
Aprendi a morrer
Com um sorriso esboçado
Eu só queria saber
Como não ser assim
Só queria fazer
Alguém gostar de mim
E não falta trocado
Para falar desta dor
Nem coração magoado
De sentir tanto Amor
Apenas falta paciência
E interesse do leitor
Para perceber com decência
Esta minha dor
E assim é o fim
Das palavras sentidas
Que escrevi assim
Diretas das minhas feridas
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