domingo, 14 de fevereiro de 2021

O Fantasma do Bem

Era uma vez
Um simples rapaz
Com seus porquês
Corria atrás

De ser feliz
De bem se sentir
Sempre ele quis
Viver a sorrir

Nesta jornada
O bem encontrou
A cura sagrada
Do mal que enfrentou

Em abraços, palavras
A cura chegou
Memórias cravadas
Que para sempre ganhou

Ao pensar e ouvir
Os seus bons amigos
Conseguiu sair
Dos não poucos perigos

O bom está presente
No seu pensamento
Memória patente
De cada momento

Com os que são seus
Para ele importantes
De amor são museus
Nunca estão distantes

Tão grato e alegre
Por tanto bom ter
Felicidade integre
Na raiz do seu ser

Com o bem que existe
Com o bem que é real
É assim que persiste
A escapar do mal

O bom aprecia
Está no coração
Pura alegria
Aquece o João

Um dia apareceu
Um belo fantasma
Que ele conheceu
Que ainda o pasma

Veio-lhe ensinar
A beleza do bem
Aprendeu a gostar
De um certo alguém

Alguém em apuros
Que bem precisava
Pessoa com muros
Que não derrubava

Mas esse fantasma
Os muros passou
Limpou o miasma
Do que o magoou 

Os muros cairam 
E ele aprendeu
Será que sabiam
Que ele sou eu?

Fantasma do bem
Que veio mostrar
Que a felicidade tem
Lugar pra ficar

Fantasma do bem
Que se preocupou
Em mostrar ser quem
À volta ficou

Fantasma obrigado
Por me mostrares
Que sou apreciado
E também por ficares

Todo o bem que eu vejo
E que já cá estava
Revelou-se por desejo
De quem me mostrava

Que eu era mais
Do que imaginava
Que nos meus ais
Sempre cá estava

Fantasma que brinca
Alegra e ensina
Fantasma que intrinca
O bem que ilumina

O fantasma conhece
Um pouco de tudo 
E nunca se esquece
De mim, sou sortudo

O bem mais pequeno
É a maior alegria
Expulsa o veneno
Até parece magia

Que fantasma é este?
Que me faz feliz
Brincalhão comeste
O mal pela raiz

O fantasma sorri
E eu admiro
Que bom estar aqui
Com o meu retiro

O fantasma é o escudo
Dos meus sentimentos
Melhora o meu mundo
Com seus ensinamentos

Eu sinto me bem
Por ter quem eu tenho
Melhor que ninguém
Sei de onde venho

Sou feliz pelas lutas
Pois tantas venci
Agradeço as escutas
De quem esteve aqui

O mal que enfrentei
Forte me tornou
Agora bem sei
Todo o bom que sou

Sei o que mereço
E o que preciso
Já nunca me esqueço
De sorrir sem aviso

Se feliz eu sou
É pelo contributo
De quem bem lutou
Com amor resoluto

Por mim o fantasma
Fez o que era impossível
Trocou me a minha asma
Por um pulmão incrível

A tristeza está de luto 
Já morreu depois da luta
O satanás eu já refuto
A sua derrota, absoluta

O que reina é ser feliz
Aproveitar cada momento
Fazer o que sempre quis
Ser feliz, vindo de dentro

Obrigada, brincalhão
Obrigada, pelo bem
Obrigada, coração
Obrigada, sabes quem

Agora, eu sei ver
Que ser melhor
De mim depende
Agora, sei viver
Com o amor
De quem me entende

Como uma estrela
Que o caminho guia
Foi o fantasma, aparecer
Estendeu me, a passarela
Que era a via
Para eu crescer

Se do bom me lembro
É por tua causa
Do meu coração és membro
Poes a dor em pausa

Nunca se esquece
Vai sempre persistir
A infinita benesse
Que me fazes sentir

Por ter um fantasma
Que é especial
Por ter um fantasma
Que não há igual

A felicidade é abismal
Por te ter ao meu lado
Comigo até ao final
Por tudo, obrigado

Agora sei que sou
E valho mais do que penso
Obrigada a quem me mostrou
Que não sou pouco, sou imenso

Sempre fui intenso
Para o bem e para o mal
Depois de sofrer imenso
A felicidade é especial

O fantasma do bem
É uma peça essencial
Joga xadrez como ninguém
Faz cheque-mate a todo o mal

Muito, muito, aprendi
Por todo o bem que dele ouvi
Ao pensar em mim, cresci
O que é bom, em mim eu vi

Tanto bom em que pensar
Tanto bom para reconhecer
Tanto bom, me faz chorar
Saber que alguém o consegue ver

Não há um fim para o que ganhei
Por o fantasma ter aparecido
Agora, simplesmente sei
Sou grato de o ter conhecido

A minha vida é um tecido
A pouco e pouco, foi rasgado
O fantasma, foi um querido
Por com carinho, o ter remendado

Se tenho alegria, e esperança
É por aqueles que me mostraram
A cada dia, mais uma lembrança
De que de mim, se orgulhavam

Fantasma bom
No meu caminho
Com o teu dom
Não estou sozinho
A estrada é dura
E vai dar luta
Com a tua cura
Vitória absoluta

É dificil terminar
Com tanto bom
Que tenho para lembrar
Da tua voz, o som
Das tuas palavras, a força
Dos momentos, a alegria
Das memórias,a saudade boa
Dos abraços, a eterna cura
Das conversas, as horas sem fim
De tudo, tudo de bom
Fantasma do bem
Como ninguém
Que por aqui já passou
Foste quem
O meu mundo mudou
E mostrou
Que sou
Mais do que sou
Do que penso que sou
E que me ensinou
A amar quem sou
A ver o bom
E a ser mais positivo
Para ti,
O meu agradecimento
E amor, cativo
Agora vivo,
Melhor que ninguém
Por mim, por quem
Pelo fantasma do bem
Pelos meus,
Que com os seus
Atos de amor
Me salvam da dor
E mostram o meu esplendor.

Com carinho,
Aos meus salvadores,
Sou amigo, padrinho
Familiar
Desses meus amores

As dores não são nada
Obrigada por virem comigo nesta estrada, de mão dada, sem que a luz fique apagada!

Ensinaram o amor, a quem não sabia nada, e que agora sabe
Que vale muito,e que nada, muda o bom que ele é e tem!

Obrigada, pelo bem!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Pedaços



Já passou, já passou
Aquilo que é passado
Mas ficou, mas ficou
No meu coração complicado

A dor da vida
Dói mais do que
Uma ferida
Vivida
Sentida
Sofrida
Ela vem
Numa investida
Ela vem
Não Avisa
Ela vem
Não perdoa
Ela vem
E magoa

Eu queria ser…
Ser o quê?
Se sou a dor
Que ninguém vê

Longe, longe, longe
Impossível de alcançar
Apenas um simples olhar
Para…matar


Um simples e honesto
Gesto
Indigesto
Não presto
Não me presto
Não te presto
              O que é esto??

Sem sentido, todo o meu ser
Sentindo o que é morrer
Gritando silenciosamente
Que seja diferente
Que seja gente
Que não me atormente
Que fique contente
E não
Doente
Eternamente

Espero o inevitável
Que há de vir
Aguento o insuportável
Não deixo a lágrima cair

Peço, peço, peço
Despeço, despeço, despeço
É este o preço a pagar?
Por tanto se sentir, tanto se amar

Se for, se for
Então por favor
Que venha a dor!
Amor, amor, amor…

O que o medo me impede
O que a loucura me permite
Uma mistura que fede
Um paradoxo sem limite

Eu existo?
Isto é real!
Que mal, que mal
Não sei se insisto
Se desisto
Ou se isto
É o final

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

E se eu por acaso?



E se eu por acaso?
Tivesse um desejo
Não seria um acaso
Pedir mais um beijo

E se eu por acaso?
Pudesse atrás voltar
Não seria um acaso
Os meus erros apagar

E se eu por acaso?
Ainda te tivesse aqui
Não seria um acaso
Agarrar me ia a ti

E se eu por acaso?
Não tivesse errado
Não seria um acaso
Ter-te do meu lado

E se eu por acaso?
Não sentisse esta dor
Não seria um acaso
Não seria amor

E se eu por acaso?
Aguentasse as saudades
Não seria um acaso
Não haveriam maldades


E se eu por acaso?
Tivesse força para isto
Não seria um acaso
Sofrer, pois existo

E se eu por acaso?
Já não me lembrasse
Não seria um acaso
Que a dor passasse

E se eu por acaso?
Conseguisse lutar
Não seria um acaso
Já não mais chorar

E se eu por acaso?
Deixasse de pensar
Não seria um acaso
Conseguir aguentar

E se eu por acaso?
Conseguisse esquecer
Não seria um acaso
Ser capaz de viver

E se eu por acaso?
Já não te amasse
Não seria um acaso
Que já não magoasse

Mas eu por acaso
Nisto tudo fracasso
E não é um acaso
É aquilo que eu faço

Já não tenho espaço
Para a dor que me ocupa
Já só tenho um pedaço
De coração que vejo à lupa

domingo, 8 de novembro de 2015

Esqueci-me de te Esquecer

Não te quero na minha mente
Tento não pensar mas estás presente
Tento esquecer mas estou doente
Porque penso em ti intensamente


És um passado que está presente
És uma saudade pois estás ausente
E eu não tenho força que me sustente
Estou a sofrer constantemente


Tento lutar mas não consigo
Em ti pensar é um perigo
Tento fugir,achar abrigo
Mas és mais forte,mexes comigo


Tento andar mas estou perdido
Quero parar nas não consigo
Pra mim lembrar é um castigo
Daquilo que foste comigo


E não encontro solução
Apenas te encontro a ti
A dor por mim tem atração
Agora que não estás aqui


Da minha cabeça tu não sais
Do meu coração não restou nada
Eu pergunto quando é que vais
Deixar de me dar pancada


E o que restam são as memórias
De tudo aquilo que se passou
E a tristeza de não viver as histórias
Do que um dia um "nós" sonhou


Sinto muito a nossa falta
Mas sinto muito mais a minha
Hoje sinto a dor em alta
Na minha alma bem sozinha


Esta dor não sai de mim
Já nem sei quem sou agora
As lágrimas caem sem ter fim
Porque é que não te vais embora?


Será que te lembras como eu lembro?
Ou esqueceste o que eu não esqueço?
Perder-te foi pior que perder um membro
Mas será que eu mereço?


Quanto mais penso mais enfraqueço
Quanto mais lembro mais dor eu tenho
Eu bem tento mas não esqueço
Isto não se apaga como um desenho


Talvez tenhas escrito a lápis
O que eu escrevi a marcador
Quando acabou pra ti foi grátis
Mas o meu preço é devastador


E eu não aguento mais a dor
Eu já só quero sair daqui
Fiquei marcado a marcador
Fiquei agarrado a ti


E esta mente é traiçoeira
Não te deixa ir embora
Pois a lembrança é verdadeira
Daquilo que fomos outrora


Pouca força já me sobra
Mas eu tenho de aguentar
Com o veneno desta cobra
Que só de ti me faz lembrar

sábado, 17 de outubro de 2015

Temporal Interior



Começou um temporal
Na minha frágil mente
Em grave estado emocional
Não há força que aguente

Mesmo que esteja a chorar
É mais forte do que eu
Mesmo querendo lutar
Sei que a minha dor venceu

A chuva cai, torrencial
Corre no meu frágil rosto
A cabeça bate mal
À procura de um encosto

Voltas e voltas sobre mim
À procura de respostas
Acabo por pensar enfim
A felicidade virou-me as costas

A vida não veio com mapa
E por isso anda perdido
A minha cabeça não escapa
E o meu coração está ferido

Nesta floresta de emoções
Eu procuro uma abertura
Vou aprendendo as lições
Desta vida que é bem dura

E pra mim procuro a cura
Sou demasiado complicado
É demasiada a minha loucura
Não consigo deixar de lado

Não consigo não pensar
Não consigo não sentir
A dor insiste em magoar
E eu insisto em fingir

E ao ver o meu reflexo
Só consigo ver a dor
De ser um ser tão complexo
Com um sorriso enganador

Não consigo gostar de mim
À semelhança de quem me encara
Gostava de não ser assim
De não ter uma ferida que não sara

Uma ferida ou um milhão
Sinto todas, sinto uma
Não aguenta meu coração
A dor transporta como espuma

Uma espuma que me trespassa
Uma espuma que me corrói
A minha força que me fracassa
A minha alma que me dói

E em cada canto meu
Existe um pedaço teu
Que transporta consigo a dor
De ter perdido o teu amor

E em cada espaço que eu ocupo
Existe um corredor de indecisão
E cada vez que me preocupo
Vai-se abaixo meu coração

Sou feito de medo e insegurança
Sou do mais frágil que existe
Há muito que perdi a esperança
Há muito que vivo triste

E quando me sinto sozinho
E vejo o mundo a desabar
Fecho me ainda mais um pouquinho
Não me consigo controlar

Fico à procura de uma mão
Que me procure pra me salvar
Choro tanto com a pressão
Não consigo aguentar

Sou apenas um bicho feio
Que não consegue ser feliz
Sou apenas um grande enleio
De problemas que ninguém quis

E quando sinto, a dor é forte
Porque está gravada em mim
E quando sinto, é mais um corte
Que a vida me faz enfim

E em cada lágrima tento
Que a dor se vá embora
Mas sou fraco, não aguento
Morro mais a cada hora

O tempo passa
E a dor não
A saudade abraça
O meu coração

Nunca acalma o temporal
Continuo sempre uma confusão
Digo estar bem mesmo estando mal
Será que tenho solução?