domingo, 11 de janeiro de 2015

Armário de Sentimentos



A roupa que trago vestida
É a tristeza e solidão
Desta minha alma vencida
Deste meu frágil coração

E a palavra desilusão
Faz eco no meu ouvido
A cada minha ação
A vida perde sentido

Porque se errar é humano
Então sou humano demais
Porque se falhar é insano
Levem me aos hospitais

E quando a lágrima cai
É porque o peso é demais
E quando a alegria se vai
É porque não volta mais

E quando eu penso, só penso
E nada mais faço
Crio um abismo imenso
Sinto me um fracasso

Caio e levanto
Como se não fosse nada
Mas entretanto
Levo mais pancada

Luto contra mim
Contra os meus pensamentos
É uma luta sem fim
Sofro os vários momentos

Em que sinto a dor
De ser como sou
Em que faço de ator
Pra esconder como estou

Em que a dor me atordoa
E me manda ao chão
Em que em mim ecoa
A dor da desilusão

Pensar abre as portas
Para a dor entrar
Para as lágrimas mortas
Da dor me matar

E quando a dor entra
É tal sensação
A dor atormenta
O meu coração

E o meu pensamento
Junta-se à equação
É como fermento
Aumenta a pressão

E as lembranças aparecem
E grande mossa fazem
Elas não se esquecem
Nem a dor que trazem

E tudo se complica´
E a dor só aumenta
O pensamento bica
Minha alma cinzenta

E o coração já ferido
Não aguenta mais balas
Pensar é um perigo
Cabeça não te calas

E a culpa é minha
Eu penso então
A dor é mazinha
Chega ao coração

Não dá pra escapar
Não dá pra fugir
Só consigo pensar
Em desistir

E eu continuo a lutar
Mesmo já sem forças
Mesmo já sem aguentar
Eu tento que ouças
O meu gritar
A minha dor
O meu chamar
Preciso de amor