segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

4 de outubro



Quatro de outubro
Um dia que me marcou
O dia em que descubro
A pessoa que mais me amou

Não esperava ser assim
Estava tão desesperado
Desistira já de mim
Pensava, “estou acabado”

Estava sim, me afogando
Em tristezas deste mundo
Ela apareceu, salvando
Este pobre moribundo

Ignorou os meus defeitos
Como se não existissem
Tornou meus dias perfeitos
Mal meus olhos se abrissem

Fez-me esquecer a dor
Que antes tivera sofrido
Mostrou-me que o amor
Também pode ser “amigo”

Com ela dias cinzentos
Não são tão maus assim
Com seus modos ternurentos
Conquistou-me ela a mim

Seus cabelos, sua voz
Me deixam de boca aberta
No futuro, vejo nós
Ela é a pessoa certa

Sei aquilo que preciso
É tê-la ao meu lado
Com ela, meu paraíso
Finalmente sou amado

Meu coração só bate
Mais forte quando ela está
“Quem ama mais?”, Empate
Melhor jogo, não há

Agora sei o que é amar
Alguém que também me ama
Agora sei o que é desejar
Ela, na minha cama

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu



Eu tento lutar
Sem mão que me agarre
EU quero agarrar
Alguém que me afague

Só preciso sentir
Da felicidade o sabor
Pra saber que a seguir
Assegurada está mais dor

Não tenho um momento calmo
Por dentro sinto um tornado
Não consigo ver um palmo
Só um coração machucado

Não vai acontecer
Mas eu espero
Pelo anoitecer
Pra te ver
Pois eu quero
A teu lado viver

Sabes o que é?
 Sentir falta
De algo que não volta mais
Sentir a dor tão alta
Que quando de novo cais
Apenas doí mais
E a dor ressalta
Nas paredes do quarto
Dentro da minha cabeça
Quero que desapareça
De tanto, fico farto

Sabes o que é?
Ter o rosto molhado
O colchão
De lágrimas encharcado
O chão
De gotas derramado
A vida
De mentiras, ilusões
A ferida
Aberta, em monções
De sangue, de amor
No fim, é só dor

Peço desculpa se a vida
Não me deu mapa a seguir
Peço desculpa se a ferida
Não fechou depois de abrir

Sabes o que é?
Tentar
Ser suficiente
Não conseguir
E ter de sorrir
Mas na mente
Chorando
Eternamente
Precisando
Carente

O coração insiste em lembrar
No que a mente deve esquecer
A lágrima insiste em nadar´
No meio de enorme torrente

Mas sabes?
Só posso dizer que dói
Só posso tentar sobreviver
Só posso sentir que destrói
Minha alma, já a morrer

domingo, 8 de setembro de 2013

O meu quarto...



No meu quarto a chorar
Onde ninguém pode ouvir
Só as paredes pra escutar
Aquilo que estou a sentir

Olhando pela janela
Lágrimas, rosto escuro
Só estando ao lado dela
Estaria eu seguro

Palavras, cortes profundos
Na minha pele que só dói
Pensamentos, tão imundos
De este amor que me corrói

Machucado tipo brinquedo
Abandonado, deitado fora
Sozinho e cheio de medo
É como me sinto agora

E quando chega a noitinha
Começa o filme de terror
Pensa, a minha cabecinha
Sou um monstro assustador

Como picada de abelha
 As palavras que eu estanco
A dor continua vermelha
Num mundo a preto e branco

A solidão me acompanha
O sol de mim se escondeu
Noite, lâmina que arranha
As paredes de quarto meu

Lágrimas, formam um rio
Escorre o meu pensamento
Tristes, demonstram o frio
Que se tornou sentimento

Palavras, repetem, ecoam
Meu quarto, meu inferno
Lembranças, que magoam
Tristeza, poço de dor eterno

Olho à volta, vejo ninguém
Ando sozinho, já força sem
Luto ainda, não sei porquê
Invisível, a dor ninguém vê

O sangue já se derramou
As lágrimas já se secaram
O amor já dano causou
Só as lembranças ficaram

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Coração Cinzento



Meu viver é sofrer…


Eu não quero mais viver
Se tenho de fazê-lo sem ti
Eu vou continuar a sofrer
Enquanto não estiveres aqui

Lágrimas caem, horas passam
Neste quarto tão escuro
As lembranças amassam
Meu coração, que não curo

Não há lugar pra onde ir
Mas eu só quero fugir
Pra bem longe da dor
Pra bem longe do amor

Coração? já não o tenho
Chorar? o que eu mais faço
Pinto lágrimas num desenho
Mais negro a cada passo

Grito, ninguém pra ouvir
Lágrimas, ninguém pra secar
Motivos, nenhum pra sorrir
Forças, nenhumas pra continuar

Mas ainda só sei lembrar
Do que devia ter esquecido
A tua foto me faz chorar
Destrói meu coração ferido

Corto cada vez mais fundo
Dói no meu mais profundo
Sofro mais a cada segundo
De lágrimas, sujo e imundo

A vida é um conto de fadas
Mas as fadas estão mortas
A vida é cheia de estradas
Perigosas e bem tortas

Vivo com medo de tropeçar
De novo no mesmo degrau
Vivo com medo de falhar
De escolher um caminho mau

Não resta fôlego no meu pulmão
Não mais isto aguento
Não resta pedaço do meu coração
Que não seja mais cinzento

Causa de tudo, o amor
Sinónimo de dor
Grande avassalador
De meu coração, devastador

E assim saio, perdedor…

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dor Invísivel



A dor bate à minha porta
E estupidamente abri
Rastejo na estrada torta
Em que sempre sofri

A dor em cada sorriso meu
É tão invisível quanto eu
Amor me matou, como romeu
Quando tudo meu coração deu
E… tudo perdeu

Eu grito: um, dois, três
Pois só queria voltar atrás
Viver tudo outra vez
E esquecer as coisas más

Já não tenho mais força
Por mais que eu procure
Por mais que me contorça
Não há nada que me cure

Carregando grande ferida
Deste mundo em que vivo
Vivo chorando, amarga vida
Mesmo em cacos, sobrevivo

Sonhei e perdi a conta
Desta falsa realidade
Sou uma barata tonta
Pisada pela maldade

Levo facadas, de atores
Coisas boas, vida me nega
Sofro tremendas dores
Que a minha alma carrega

Lágrimas me acompanham
Nos momentos de solidão
Palavras me bombardeiam
Em cheio no coração…

Estou sonhando acordado
Mas só consigo acordar
Cada vez, mais magoado
E sem forças pra lutar

Está na hora de esquecer
Todo o mal que me fizeste
Tudo o que me fez sofrer
As palavras que disseste

Não venhas com mentiras
De tantas já me fartei
O sangue tu me tiras
Da força eu já não sei

Já cai demasiado
Já perdi o rumo todo
Já sofri um bom bocado
Com o amor só me fodo

É pra viver assim?
Pessoas a me magoar
Penso que gostam de mim
Mas acabam por me deixar

A sofrer já me habituei
Mas dói cada vez mais
Fingir sorrisos, sou um rei
Em silêncio, grito meus “ais”