domingo, 8 de setembro de 2013

O meu quarto...



No meu quarto a chorar
Onde ninguém pode ouvir
Só as paredes pra escutar
Aquilo que estou a sentir

Olhando pela janela
Lágrimas, rosto escuro
Só estando ao lado dela
Estaria eu seguro

Palavras, cortes profundos
Na minha pele que só dói
Pensamentos, tão imundos
De este amor que me corrói

Machucado tipo brinquedo
Abandonado, deitado fora
Sozinho e cheio de medo
É como me sinto agora

E quando chega a noitinha
Começa o filme de terror
Pensa, a minha cabecinha
Sou um monstro assustador

Como picada de abelha
 As palavras que eu estanco
A dor continua vermelha
Num mundo a preto e branco

A solidão me acompanha
O sol de mim se escondeu
Noite, lâmina que arranha
As paredes de quarto meu

Lágrimas, formam um rio
Escorre o meu pensamento
Tristes, demonstram o frio
Que se tornou sentimento

Palavras, repetem, ecoam
Meu quarto, meu inferno
Lembranças, que magoam
Tristeza, poço de dor eterno

Olho à volta, vejo ninguém
Ando sozinho, já força sem
Luto ainda, não sei porquê
Invisível, a dor ninguém vê

O sangue já se derramou
As lágrimas já se secaram
O amor já dano causou
Só as lembranças ficaram

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